War in Rio, um jogo para levar à reflexão Novembro 29, 2007
Posted by João Carlos Caribé in Corrupção, Segurança Pública, cidadania.Tags: Corrupção, crime organizado, guerra urbana, guerrilha urbana, jogos, milicias
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Dificil encontrar alguem que não tenha jogado War, um jogo de guerra e estratégia mais jogado no Brasil. Mas uma coisa que nunca imaginamos foi algo como a versão War in Rio desenvolvida pelo Designer Fabio Lopez, o War in Rio:

“O objetivo do projeto é gerar uma discussão através de uma proposta cínica de diversão.
Pegando carona no fenômeno de massa ‘A Tropa da Elite’, a idéia é perguntar ao cidadão carioca se ele acha que esse tipo de entretenimento combina com pipoca ou com uma reflexão profunda sobre a realidade de sua cidade.
Por outro lado é também um jogo bem planejado e realizado: uma paródia irresistível para os amantes do clássico e politicamente incorreto passatempo de guerra. No lugar de invadir Moscou, conquistar a África ou aniquilar os exércitos brancos, que tal invadir a Cidade de Deus, conquistar a Baixada ou eliminar o Comando Vermelho?
War in Rio é reflexão e entretenimento canalha.”
“Depois de décadas de abandono e desprezo por parte das autoridades, a cidade do Rio de Janeiro finalmente encontra-se em guerra. Enquanto os políticos discursam para uma classe média desinteressada, esquadrões de extermínio, grupos paramilitares, policiais e narcotraficantes disputam o controle da capital.O cenário disfarça, mas a realidade não engana. Entrecortada por montanhas, florestas e lindas praias tropicais, o couro come nas ruas da cidade. Em alguma esquina do centro, na favela ou nas ruas do bairro, sorrateiramente o dinheiro troca de mão e a arma troca de lado.”
“Diferente do War original onde os jogadores escolhem apenas as cores com que pretendem jogar, no War in Rio os participantes têm a fantástica possibilidade de escolher os exércitos de acordo com os grupos armados que utilizarão. Isso permite que os jogadores se envolvam ainda mais na partida, defendendo suas equipes de acordo com seus ideais.
(para que a partida possa chegar ao final, recomendamos que seja estabelecida uma pequena distinção entre realidade e entretenimento)
O BOPE é representado pelos exércitos pretos, o Comando Vermelho (CV) pelos exércitos vermelhos, a Polícia Militar (PM) é representada pelos azuis, as Milícias os exércitos brancos, o Terceiro Comando (TC) os exércitos verdes e os Amigos dos Amigos (ADA) ficaram com os amarelos.
Dessa maneira foi possível equilibrar o jogo instituindo 3 grupos representados por exércitos do ‘bem’ e 3 grupos representados por exércitos do ‘mal’ – para que o jogo não fosse taxado de tendencioso ou ideológico.”
O projeto é uma ideia genial, uma chamada à reflexão, mas com certeza o poder público vai entender que ele é uma apologia ao crime e simplesmente tentará elimina-lo da web. Mas não podemos deixar, vamos replica-lo aos milhões de nós do ciberespaço, vamos traduzi-lo vamos perpetua-lo.
Fonte: URL Sinistras
O caso da posta de cação que nadou até congelar Novembro 18, 2007
Posted by João Carlos Caribé in Defesa do consumidor, Ponto de vista.Tags: cidadania, Defesa do consumidor, supermercado
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Certa vez fazendo compras com um conhecido, estranhei o fato dele pegar um frango congelado e colocar no carrinho sem antes pesar. Não resisti e perguntei por que ele não pesava logo o frango. Ele me respondeu que precisava levar o frango para “passear”, para ele perder um pouco do peso antes de pesar. Achei bobagem, mas quando vi a quantidade de agua que saia do pacote após meia hora de supermercado, entendi a sua motivação.
No sabado resolvemos fazer um delicioso penne ao molho de funghi com cação grelhado com molho de alcaparras na manteiga, uma delicia, pode acreditar.
Fomos ao supermercado, e dentre outras coisas e compramos postas de cação congeladas. Ao chegar em casa deixei as postas de cação descongelando. Logo que desembalei, percebi que as postas estavam cobertas por uma camada de gelo, e pela espessura e transparência do gelo, descartei a possibilidade de acumulo natural, uma vez que o gelo naturalmente depositado sobre o alimento é proveniente da umidade do ar e fica mais opaco e menos denso.
Pouco menos de meia hora depois as postas de cação estava literalmente nadando. Decidi avaliar a quantidade de agua que eu involuntariamente comprei junto com as postas de cação. Peguei um destes copos de Nutella pequenos, de 200 g, vazio e enchi com a água e o resto do gelo que estava soltando, o resultado você pode ver na foto abaixo.
Levando em conta que este copo de 200ml estava cheio, presumo que havia entre 150 e 200 g de gelo recobrindo as postas de cação, ficando com a média, vamos levar em contar 180g. Ou seja das 854g de postas de cação que comprei, 180g era gelo, ou seja, 22% do peso era água. Em outras palavras R$ 1,44 dos R$ 6,81 que paguei era gelo. Sem contar que depois na panela o cação literalmente cozinhou antes de grelhar, de tanta água que ainda sorou , e esta eu nem levei em consideração na conta acima.
Mas a preocupação principal não é esta aparente ludibriação, digo aparente por falta de referenciais concretos e legal para confirma-la ou não. Se este peixe foi realmente mergulhado em água, quais foram as condições de higiene ? Esta água estava limpa? Isenta de agentes contaminantes?
Se houve ou não houve ma fé do supermercado, só os orgãos competentes poderão confirmar, mas nos consumidores podemos fazer nossa parte, e eis aqui algumas dicas:
- Leve sempre o seu congelado para passear, pegue-o no inicio das compras e pese-o no final, fazendo um pequeno furo na embalagem antes para esvaziar.
- Obviamente a dica acima não é a melhor a ser seguida quando a quantidade de gelo aparente sobre o alimento é muito grande, neste caso não o compre.
- Ao constatar irregularidades de pesos e medidades denuncie no IPEM-RJ (se for do Rio de Janeiro) ou no IPEM do seu estado. Se preferir, pode denunciar na ouvidoria do IPEM-RJ – (21) 2289 5886 ou pelo 0800 282 3040
Fiz a denuncia no IPEM na data da publicação deste post e o protocolo é 703553 vamos ver no que vai dar.
O menino homem aranha que virou heroi de verdade Novembro 10, 2007
Posted by João Carlos Caribé in Infancia, Voluntariado, cidadania.Tags: criança, fantasia, heroismo, homem aranha, imaginação, incêndio, Infancia, sorte, super heroi
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Décadas depois ainda tenho aquela cicatriz no queixo, que consegui quando tentei mostrar à meus coleguinhas do pré-primario que eu conseguia voar. A criança até seus seis à sete anos não consegue distinguir entre o real e o imaginário, esta muito ligada ao mundo da fantasia e o faz de conta não é faz de conta, é real!
O menino Riquelme dos Santos é uma prova viva disto, ele decididamente bancou o super heroi para salvar a menina Andrieli de um pouco mais de um ano. Sorte dele que deu tudo certo, mas poderia ter sido uma tragédia ainda maior.
Segundo o Jornal Zero Hora, o menino agiu como um verdeiro super heroi, e acabou tornando-se um heroi de verdade, e como todo bom super heroi não aceitou a recompensa oferecida pela mãe da pequena Andrieli.
O menino brincava de super-herói em um pátio em frente à casa dos vizinhos, quando viu o fogo começar no quarto de Andrieli. A criança dormia enquanto a mãe lavava roupa, do lado de fora da residência. Lucilene dos Santos, mãe da criança, disse que tentou entrar na casa em chamas, mas não conseguiu.
– Ele disse que não era para eu gritar, nem chorar, que ele salvaria Andriele – conta, dizendo que logo após o menor entrou saltitando entre as chamas.
Fico imaginando a cena, ao mesmo tempo linda e apavorante, o menino Riquelme foi mesmo um heroi, arriscou-se de verdade, teve muita coragem e com certeza ajuda “lá de cima”.
Veja a noticia completa e uma galeria de fotos no Zero Hora.


