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Profissionais de saúde, nós temos medo setembro 7, 2010

Posted by o2 in Tecnologia.
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Você já precisou fazer ou acompanhar alguém em uma ressonância magnética?  Bem, hoje eu passei por uma experiência assustadora. Mas no final fiquei em dúvida se o problema é porque a clínica é muito nova ou porque é tudo desse jeito mesmo.

O que já começou a me assustar foi a clínica ter começado perguntando se em caso de necessidade eu autorizava a aplicação na veia de um determinado corante. Corante?! Na veia?! Isso assusta, viu! E se é preciso pedir minha autorização é porque há risco considerável no procedimento.

Segundo e pior momento. Nos deixa a sós (eu e meu filho que era quem estava sendo examinado) numa sala muito fria, com o moleque dentro de um aparelho enorme, que faz um barulho insuportável. Ninguém perguntou se já conhecíamos o exame. Ninguém se preocupou em nos preparar minimamente para o que viria. E o que mais incomodou, ninguém ficou conosco lá dentro.

É um exame demorado, logo após os 10 primeiros minutos não guentei mais de medo e pedi para o meu filho chamar a enfermeira pelo dispositivo que eles entregam para este fim. Dái é que fui explicado que ainda teria mais 20 minus de exame e que o barulho era normal. Só então me foi dado um abafador que tranquilizou um pouco mais o som. Mas ficam a péssima experiência e os questionamentos.

Por que ninguém pode ficar conosco na sala do exame? Acho que para marinheiros de primeira viagem ficar sozinhos frente àquele aparelho e sua produção sonora é assustador. Entretanto, que a tecnologia ainda esteja num ponto que seu desempenho assuste é perfeitamente compreensĩvel. Oq eu não é compreensĩvel é que a pessoa não seja preparada para esse  momento, com a máxima atenção e preocauções necessárias.

E  você ? Tem alguma experiência nesse sentido? Conta pra gente aí que é pra irmos mudando esse jogo devagarinho.

Reunamos, a internet a favor dos portadores de necessidades especiais maio 20, 2010

Posted by João Carlos Caribé in cidadania, Tecnologia, Voluntariado.
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Quem não lembra do Jorge Carcavallo Picho, o diretor dos projetos de realidade virtual e inteligência artificial como Webbie Tookay, a primeira modelo virtual do mundo (julho 1999) e Sete Zoom, a ferramenta de inteligência artificial criada em 2001 por Ogilvy para Unilever Brasil. Jorge fechou a Davinci New Media e voltou para Buenos Aires, e surge agora com um fantástico mega projeto que será realizado simultaneamente em 195 países, para facilitar a vida de portadores de necessidades especiais, trata-se do projeto Reunamos.

REUNAMOS é um empreendimento sustentável de comunicação inovadora e interação com fim social. Resultado de uma pesquisa de mais de 6 anos. Tem por objetivo transformar significativamente a dramática e injustificável situação em que se encontram todas as pessoas com discapacidade (portadoras de necessidades especiais), através de inovadoras ferramentas de comunicação e informação desenvolvidas de forma coletiva, utilizando a vanguarda em conceitos e tecnologias. As propostas de interação  buscam integrar plenamente toda a comunidade relacionada com a discapacidade.

REUNAMOS tem por objetivo, por exemplo, que a pessoa que enfrenta uma discapacidade em si mesma ou em alguém próximo, ao colocar somente alguns dados pessoais e o diagnóstico, tenha IMEDIATAMENTE TODAS as informações atualizadas que necessita sobre assistências tecnológicas, temas legais, saúde, trabalho, educação, arquitetura, organizações sociais e voluntários, entretenimento, etc a nível local, nacional e internacional.

Um inovador serviço centrado no usuário e não na informação, onde a pessoa recebe todo o conhecimento disponível e não tem que, em meio ao choque, pesquisar dentre informações dispersas, e muitas vezes em diversos idiomas.

“Parece incrível que em 2010, em pleno século 21 e terceiro milênio, todos os días milhões de mães dediquem muitíssimas horas em peregrinações físicas e virtuais buscando alguma informação que as ajude a que seus filhos superem os sofrimentos de suas discapacidades. Assim como eu fiz, muitas chegam a se passar por estudantes de medicina para frequentar bibliotecas especializadas e até conferências internacionais.” Afirma Cris Posada uma das Parceiras Fundadoras de REUNAMOS.

O projeto, que utiliza o conceito Rumo ao TriCentenário, está sendo desenvolvido no marco dos Bicentenários da Argentina (2010-2016) e de outros países das Américas; o Decênio das Américas pelos Direitos e Dignidade das Pessoas com Discapacidade (2006-2016) e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Discapacidade das Nações Unidas, entre outros.

Em plena Era da Informação e do Conhecimento, a falta ou dificuldade de acesso ao Conhecimento e aos recursos disponíveis para superar e/ou minimizar suas discapacidades e continuar suas vidas é uma das principais causas porque mais de 80% dos seres humanos com discapacidades ainda CAEM  por debaixo da linha da pobreza e indigência.

“Quantos Stephen Hawking a Humanidade está perdendo? As tecnologias solidárias e as assistências tecnológicas serão as grandes contribuições  para o bem da Humanidade no Século 21 e no Terceiro Milênio.” Disse o reconhecido especialista Rafael Kohanoff.

O sistema e base de dados serão oferecidos como Patrimônio Mundial da Humanidade, uma vez que serão desenvolvidos por especialistas de 195 países e terão os dados atuais e da evolução de mais de 650.000.000 de seres humanos.

“…Temos os  conhecimentos, existem os recursos, só precisamos de determinação e persistência…” comenta Jorge Carcavallo Picho, diretor do projeto – especialista em comunicação inovadora com mais de 30 anos de experiência.

Entre 1990-1995 ajudou a criar e desenvolver os mercados HOME-SOHO no Brasil, um dos pilares da internet atual. Até 2001 dirigiu projetos interativos que foram relatados em mais de 700 reportagens em 30 países, incluindo a revista Wired e a The Tech del MIT. Está voltando ao mercado TICs depois de uma investigação de 9 anos no setor social para analisar os principais desafios e potenciais soluções. É membro e fundador de diversas redes de organizações locais, nacionais e internacionais que trabalham em temas relacionados a novas formas de comunicação, meio-ambiente, desenvolvimento sustentável, discapacidade e educação para a cultura de paz.

A tecnologia atual e a que está sendo desenvolvida podem e devem ser usadas prioritariamente para os mais necessitados.
Estima-se que 2 por cento da população mundial sofre de alguma discapacidade devido a lesões produzidas por algum acidente. Só na Argentina, cerca de 15.000 pessoas por ano ficam com alguma discapacidade permanente, como conseqüência de acidentes de trânsito.

650.000.000 de seres humanos no mundo tem alguma discapacidade, de acordo com dados das Nações Unidas; 80.000.000 deles vivem nas Américas, segundo dados das OEA; Mais de 2.000.000 na Argentina tem alguma discapacidade, habitando 1 entre cada 5 lares.

Isto seriam só estatísticas mundiais, continentais e locais, se não fosse o fato de que mais de 80% de todos eles ainda CAEM por debaixo da linha da pobreza e da indigência. Este sofrimento evitável chega a afetar mais de metade da humanidade, uma vez que dificuldades superáveis alcançam suas famílias, inclusive obrigando-as a mudar de cidade ou país.

Se 1 de cada 10 no mundo tem alguma discapacidade, 9 de cada 10 somos afetados e responsáveis porque eles são nossos familiares, amigos, vizinhos, companheiros de estudos e trabalho. É com este grupo de pessoas que REUNAMOS trabalhará para otimizar ao máximo a qualidade de vida das pessoas com discapacidade.

21 minutos que mudarão sua vida novembro 15, 2009

Posted by João Carlos Caribé in cidadania, Ecologia, Educacao, Saude, Tecnologia, Voluntariado.
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Não é nenhum post de auto-ajuda, e nem uma fórmula milagrosa para emagrecer ou ganhar dinheiro, trata-se de coisa muito mais importante, trata-se da nossa vida. Eu disse 21 minutos porque é a duração do documentário “A história das Coisas” que mostra com clareza as mazelas da sociedade de consumo e como estamos consumindo o mundo e sacrificando o próximo para suprir esta necessidade patológica.

 

Ato Contra o AI5 digital no Rio junho 28, 2009

Posted by João Carlos Caribé in cidadania, politica, Tecnologia, Voluntariado.
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O Xô Censura convida a todos. Acompanhe o ato no Mega Não, fique ligado

* Contra o Projeto de Lei do Senador Azeredo
* Em defesa da liberdade e privacidade na Internet
* Pelo livre compartilhamento e troca de arquivos

O Rio vai dizer um Mega Não!

Dia 01 de julho – 18 horas
Auditório da Associação Brasileira de Imprensa – ABI

R. Araújo Porto Alegre, 71 – Centro – Rio de Janeiro – RJ

ai-5-rio

Apoio:

Deputado Estadual Alessandro Molon
Deputado Federal Jorge Bittar (licenciado)
Deputado Federal Paulo Teixeira

Convocatória:

Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital – ABCID
Associação Brasileira de Imprensa – ABI
Central Única dos Trabalhadores – CUT
Centro de Ação e Comunicação Comunitária – CENACOC
Coletivo Ciberativismo
Coletivo Digital
Coletivo Intervozes
Conselho Regional de Engenharia do RJ – CREA-RJ
MegaNão!
Projeto Software Livre – Brasil
Setorial de TI do PT do RJ
Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro
Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Sintufrj
Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do RJ – Sisejufe
União Estadual dos Estudantes – UEE – RJ
União Nacional dos Estudantes – UNE

Sustentabilidade insustentável março 31, 2009

Posted by João Carlos Caribé in Ecologia, Palavras ao vento, Ponto de vista, Tecnologia.
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Publicado originalmente no blog Trezentos

Acabamos de passar pelo evento a Hora do Planeta organizado pela WWF, a proposta era apagar a luz da sala por uma hora, das 20:30 às 21:30. Pouco antes o twitter “bombou” com a tag #horadoplaneta, uma profusão totalmente entrópica de frases e sacadas diversas, eu mesmo entrei na onda sugerindo:

Hora do Planeta

A brincadeira continuou, diversos “twitts” sérios, e brincalhões surgiram, alguns fizeram justamente o contrário, disseram que muitos morreriam nas UTIs, que as luzes das teclas Caps Lock, Scroll Lock e Num Lock estavam apagadas e por ai vai. Isto é perfeitamente natural. Quando organizamos (ciberativistas)  o FlashMob em São Paulo foi a mesma coisa, muitos twitts sérios e muita gozação. Como publicitário posso dizer que é assim mesmo, a propagação da mensagem em mídias sociais tem muito do efeito borboleta, trabalha-se a percepção e ai torna-se hype, meme….

Mas meu post não é sobre publicidade, e sim sobre sustentabilidade, e o que vou falar agora certamente não vai agradar muita gente, mas acreditem ou não, não será o fundo preto que na verdade não economiza energia nenhuma, e nem a hora do planeta ou coisas assim que salvarão o mundo. Na verdade o somatório de poucas atitudes podem sim, fazer a diferença, mas na prática, pegando carona no post da Maira, acredito que pouquissimas pessoas estão de fato se empenhando para tornar um mundo sustentável, são estes louvaveis e respeitados quixotes na luta contra a extinção da espécie humana.

Acredito muito que uma pequena atitude pode fazer a diferença, e ela não pode ser minimizada ou hostilizada, mas é que na verdade, em se tratando de vida sustentável somos quase todos hipócritas e egoistas. Ao mesmo tempo em que nos tornamos verdes, continuamos agindo como se o mundo fosse um gigantesco shopping, continuamos consumindo compulsivamente, neste ritmo consumiremos em breve o planeta.

Para salvar o mundo, temos de mudar profundamente nosso estilo de vida, repensar o capitalismo, o consumo e até mesmo nossas vidas, que são consumidas diariamente na ardua de tarefa, que irônicamente se chama “ganhar a vida”, na verdade estamos vendendo a vida para consumir o planeta. Teremos de aprender a viver em coletividade, abandonar a privacidade do automóvel particular, eliminar o consumo de bens não recicláveis, adotar a cultura de otimização extrema de energia, teremos de abrir mão do conforto das lindas e práticas embalagens que adornam nossos mimos, teremos até mesmo de pensar no modelo de moradia, quem sabe o velho modelo de casa da familia onde gerações convivem sob o mesmo teto não seja uma solução? Temos de parar de usar combustiveis fósseis, temos de parar já com a idéia arriscada de extrair metano do fundo do mar.

Temos hoje em dia a tecnologia a nosso favor, a Internet esta ai conectando todo mundo, vamos interagir mais virtualmente, vamos lançar mão da digitalização de bens, vamos “teletrabalhar” mais, vamos repensar nossos espaços de estudo e de trabalho, vamos pensar que o deslocamento diario precisa ser minimizado, vamos invadir as ruas de bicicleta, além de fazer bem a saúde faz bem ao planeta.

Por fim, salvar o planeta pode ser uma verdadeira revolução em nossas vidas, mas temos de deixar de ser egoistas, temos de pensar coletivo, agir coletivo, antes que o próximo cataclisma venha nos ensinar…

Livro didático, a extorsão nossa de cada ano janeiro 31, 2009

Posted by João Carlos Caribé in cidadania, Defesa do consumidor, Ecologia, Educacao, fobia tecnológica, Palavras ao vento, Ponto de vista, Tecnologia.
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Livros didaticos

Acredite ou não, nesta foto tem R$ 691,95 em livros didáticos, ou para ser mais preciso, ainda faltam três livros paradidaticos e três apostilas, mas em suma, R$ 691,95 por um conjunto de livros do nono ano (antiga oitava série) é no mínimo um roubo. Se dividirmos o preço total dos livros pela quantidade de livros, que são 15, temos que o livro médio custa R$ 46,15. Considerando os preços extorsivos dos livros no Brasil, R$ 46,15 é quanto custa em média bons bestsellers de negócios.

Por mais que as editoras argumentem, pode ser baixa tiragem, pode ser o que for, mas uma coisa é certa, a taxa de encalhe é nula ou próxima disto, todos os livros produzidos são vendidos, pois os pais, reféns da indicação do livro pela escola, são obrigados a compra-los. Livros estes que em geral, apesar da impressão em cores, são de baixa qualidade e em sua maioria descartáveis, não servem para um outro aluno no ano seguinte.

Na prática, nós pais, somos vitimas, reféns ou trouxas mesmo. No modelo jurássico de educação que vivemos, onde livros didáticos são escolhidos por coordenadores, e professores atuam como meros interpretes do plano de aula do autor do livro, não poderia ser diferente. Sem contar que o livro didático é protegido por direitos autorais, o que na prática não protege o autor coisa nenhuma, apenas garante os lucros absurdos do editor. Pois a unica forma de escapar deste custo extorsivo seria  utilizar livros de um colega que ja esta mais adiantado. “Deus me livre de meu filho usar livro dos outros”, falam alguns pais como se isto fosse a pior coisa do mundo, trouxa eles. Mas temos de adimitir, a industria de livros didáticos é uma verdadeira máfia, somos extorquidos todos os anos.

A luz no fim do túnel pode estar em algumas hipóteses:

  1. Reformulação do modelo educacional, onde o professor passe de supremo detentor do conhecimento para mentor do auto-ditatismo. Desta forma os livros didáticos seriam totalmente dispensáveis e/ou os alunos teriam a liberdade de consultar a fonte que estiver disponível e/ou desejar.
  2. Livros didáticos em creative commons, é uma tendência, muitas obras de grande qualidade estão em creative commons, são músicas, videos, imagens, livros e um monte de obras culturais em creative commons. A adoção deste modelo significa uma ruptura com o modelo de negócios que “comercializa a cultura”. Este modelo poderia ser em forma de livros e até mesmo em forma de Wikis, como a Wikipedia. Para isto precisamos deixar de demonizar a tecnologia.
  3. Eco-livros digitais livres – Estes seriam na verdade uma variação do item anterior, seriam como livres open source, que as escolas poderiam obter uma licenca única e replicar para seus alunos. Eco-livros seriam livros ou software com objetivo didático, como as enciclopedias digitais, com a vantagem de serem ecológicos e reaprovetaveis. Poderia ate receber upgrade automatico via web.

Estas são algumas hipoteses, quem sabe não apareçe um grupo de educadores para colocar a ideia do livro didatico livre em prática, provavelmente um projeto destes, colaborativo, produzirá um produto muito melhor, com a conjunção de ideias e pontos de vista dispares, um produto muito mais consistente.

Por fim, como na cultura livre, o conhecimento pertence à humanidade.

UPDATE 23:00 – Coincidência ou não, o @dpadua Twittou um site sobre uma iniciativa de livros didáticos livres.

Xeque mate no falido sistema educacional Brasileiro ? setembro 14, 2008

Posted by João Carlos Caribé in burocracia, cidadania, Educacao, Infancia, Ponto de vista, Tecnologia.
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O Xeque mate do ensino

O Xeque mate do ensino

No Brasil as atividades essenciais, que deveriam ser providas pelo estado, pois são custeadas pela população, são em sua maioria terceirizadas, tais como saúde, educação e transporte.

Aqui o transporte sempre é pago, e a preço de ouro, diferente dos Estados Unidos por exemplo. Em Nova Iorque é possivel comprar um cartão magnético por U$ 13,00 que dá direito a usar o sistema de transporte público (trem, ônibus e metrô) quantas vezes desejar por uma semana. Isto sem contar que a barca que liga Nova Iorque a State Island,  tipo uma Rio-Niterói é totalmente gratuita. Dizer que nesta mesma barca vi uma menina tranquilamente trabalhando em seu Sony Vaio reluzente é esculachar demais nossa segurança pública, é bater em cachorro morto. É possível imaginar uma cena destas na Barca Rio Niteroi?!!

Voltando para a educação, que é o tema deste post, o Cardoso Twittou um caso no mínimo inusitado, trata-se de uma familia onde os filhos foram educados em casa, o nosso estado burocrático não aceita que os filhos sejam educados em casa, mas nas inúteis escolas públicas com aprovação automática pode né? Veja a notícia na integra,traduzida e adaptada por Julio Severo  (www.juliosevero.com) e publicada no Midia sem Mascara, a partir de uma matéria publicada originalmente em Inglês no LifeSiteNews:

Numa vitória surpresa contra as autoridades governamentais que tentaram medidas legais contra uma família que ensina seus filhos em casa e se recusa a fazer parte do sistema escolar público, David e Jonatas Nunes passaram nos testes provando um elevado nível de conhecimento numa variedade de assuntos, inclusive história, ciências naturais, artes, esportes, computação e matemática.

Os testes dados aos filhos dos Nunes eram tão difíceis que os professores de escola pública confessaram que não conseguiriam passá-los. Os dois adolescentes, de 14 e 15 anos, tiveram só uma semana para estudar para vários dos testes que foram anunciados com só uma semana de antecedência.

Os exames foram feitos por ordem de um tribunal local numa tentativa de determinar se os Nunes haviam cometido o crime de “abandono intelectual”, o que poderia trazer como conseqüência uma multa pesada e possivelmente cadeia para os dois pais, bem como perda da guarda de seus três filhos.

Embora os adolescentes tivessem sido avisados com antecedência que seriam testados em matemática, geografia, ciência e história, eles foram informados apenas uma semana antes da data dos testes que eles também seriam testados em português, inglês, arte e educação física, inclusive questões sobre a história do handebol, basquete, futebol e outros esportes.

Apesar do curto tempo que receberam para estudar, ambos os adolescentes passaram nos testes, David alcançando 68% e Jonatas 65%, de acordo com Cleber Nunes, o pai dos adolescentes. Embora o governo não tenha ainda dado um veredicto nas notas, a nota mínima de aprovação nas escolas brasileiras é 60%.

“Os testes foram difíceis”, Nunes disse para LifeSiteNews. “Havia perguntas que são dadas nos exames de admissão das grandes universidades. Além disso, ficamos surpresos com a adição de quatro matérias, a apenas uma semana dos exames. Eles estudaram muito a fim de assimilar todo o material”.

“Para mim, o processo pelo qual eles passaram foi evidência muito forte de que eles estão, de fato, aprendendo a aprender”, disse Nunes.
“Eles estudaram a maioria das matérias sozinhos. Tivemos a ajuda de um professor de matemática. Eles estudaram o resto de suas matérias por conta própria. Eu lhes dei pouca orientação. Esse é o princípio do método que usamos”.

Nunes diz que agora ele quer que os estudantes de escolas públicas façam os mesmos testes que seus filhos fizeram. Ele diz que tem certeza de que não chegariam nem perto de passar, e aponta para o fato de que em testes internacionais os estudantes do Brasil produzem notas extremamente baixas.

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes de 2007, o qual compara o desempenho estudantil, em 57 países, deu ao Brasil notas bem baixas em matemática, leitura e ciência. Em seu próprio Índice do Desenvolvimento da Educação Básica, as escolas públicas do Brasil alcançam entre 3.5 e 4.2, dependendo do nível do grau.

“É interessante que se esses mesmos testes fossem dados para estudantes de escolas públicas, a vasta maioria não os passaria”, disse Nunes, que observou que se falhar em tais testes deve ser considerado como crime, “então o próprio governo seria condenado já que seus órgãos confessam o fracasso total do sistema educacional que eles estão exigindo que nossos filhos freqüentem”.

A vitória dos Nunes ocorre depois de um ano e meio de lutas com as autoridades do governo brasileiro, que interpretam as leis existentes com o significado de que as pessoas não podem educar seus filhos em casa. Os Nunes dizem que tiraram seus filhos do sistema de escolas públicas por causa dos baixos padrões e imoralidade que permeiam o sistema.

Embora David e Jonatas Nunes já tivessem sido aprovados em exames de admissão para uma faculdade de direito com as idades de 13 e 14, os resultados foram insuficientes para as autoridades locais, que ameaçaram tirar de seus pais a guarda deles e tentaram cobrar deles uma multa excessiva. Os Nunes dizem que estão lutando com a ajuda de advogados voluntários.

Eu também gostaria de ver os alunos de nossas escolas públicas, principalmente as cariocas, prestarem este exame, afinal temos de ter uma referência, ou será que o estado nos vai negar esta oportunidade de mostrar ao público o quanto falido anda nosso sistema educacional?  Um sistema educacional praticamente identico ao existente no século passado, um modelo onde  o professor fala e os alunos ouvem, onde os alunos não são estimulados à discutir, interagir, pesquisar, um sistema educacional onde os alunos não aprendem a aprender. Um sistema educacional refratário às inovações tecnologicas, onde dispositivos eletrônicos como celulares, mp3 e mp4 players, dentre outro são sumariamente proibidos por leis de todas as esferas, produzidas pelos dinossauros do legilativo sob o aplauso nervoso dos educadores não menos jurassicos.

Um sistema educacional orientado à provas, o aluno não é avaliado ao longo do curso, ele não aprende a construir sua imagem e sua carreira, ele aprende a fazer prova,  sóse interessa pela aula na véspera da prova, no restante do tempo é tudo festa. Depois todo mundo fala que o Brasileiro deixa tudo para a última hora… Lógico!! Fomos educados assim, nosso sistema “deseducacional”  nos fez assim.

Por estas e por outras que bato palmas para atitudes como a do professor Claudio Moura Castro, em sua palestra “A aula tradicional: a iguana do ensino” e a projetos geniais, ousados e inovadores como o Nave.

O incrível bicho papão tecnológico outubro 17, 2007

Posted by João Carlos Caribé in burocracia, cidadania, Ponto de vista, Tecnologia.
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Não sei a quem atribuir estas aberrações, mas ontem (16/10/07) a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou um projeto de lei que proíbe o uso de celular e equipamentos eletrônicos, como iPod, tocadores de MP3 e jogos eletrônicos na sala de aula.

O projeto é da vereadora Pastora Márcia Teixeira, e é válido para escolas públicas e particulares, e segundo o G1, a lei não se restringe ao ensino fundamental e médio, e caso sancionada atingirá também o ensino superior.

O “grand finale” vem agora:

A vereadora justifica que “a utilização de tais equipamentos além de tirar a concentração, inibe também a memorização do que está sendo ensinado”.

Pela frase percebe-se que a vereadora não deve entender de educação moderna, como assim o aluno precisa memorizar? Não seria entendimento? Compreensão? Pela mesma linha de racicinio um comentário no G1 sugere a proibição do papel e caneta, afinal o aluno pode ficar desenhando e deixar de prestar atenção na aula.

Além do aspecto inexequivel do projeto, afinal quem vai fiscalizar o cumprimento desta lei, temos ainda o aspecto paternalista do projeto. Afinal para que uma lei para um assunto que poderia ser facilmente resolvido através do bom senso ou de normas internas da escola. Será que nossos vereadores não tem nada mais importante com que se preocuparem?

Enquanto nos Estados Unidos o uso de computador pessoal em sala de aula do ensino médio e superior vem se tornando um padrão, aqui nossos legisladores ficam brigando contra a tecnologia. A evolução tecnológica é fato, ela não irá regredir, muito pelo contrário, a tendência é acelerar intensivamente daqui pra frente. A nova geração conectada, não irá se desconectar, não sabem viver de outra forma, são nosso futuro, e é importante entender seu comportamento. O livro Conectado, de Juliano Spyer é um bom estudo deste comportamento.

Educadores devem se reciclar, aprenderem a lidar com a tecnologia e não coloca-la na posição de bicho papão. Porquê não usar o SMS, MMS dos celulares e seus recursos Bluetooth para passar exercícos, matérias e até fotos e videos contextualizados com a aula? Porquê não envolver os alunos em um RPG ou mesmo um MMORPG educativo? Porquê não ensina-los a encontrar informação relevante na internet ao inves de falar que web só tem bobagens? Eles sabem que isto é mentira.

Por fim recomendo a leitura de “Mundos em colisão” de Nemo Nox que retrata muito bem o que estamos vivenciando. Depois, relaxe, abra a sua mente e deixe o futuro entrar, não lute contra ele, faça-o trabalhar a seu favor.