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Ato contra o AI-5 digital maio 8, 2009

Posted by João Carlos Caribé in cidadania, Palavras ao vento, politica.
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ato-contraai5digital

Acompanhe todas as novidades no Mega Não ! O blog do Meta manifesto. Esta postagem é parte do movimento contra o AI-5 Digital.

Sustentabilidade insustentável março 31, 2009

Posted by João Carlos Caribé in Ecologia, Palavras ao vento, Ponto de vista, Tecnologia.
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Publicado originalmente no blog Trezentos

Acabamos de passar pelo evento a Hora do Planeta organizado pela WWF, a proposta era apagar a luz da sala por uma hora, das 20:30 às 21:30. Pouco antes o twitter “bombou” com a tag #horadoplaneta, uma profusão totalmente entrópica de frases e sacadas diversas, eu mesmo entrei na onda sugerindo:

Hora do Planeta

A brincadeira continuou, diversos “twitts” sérios, e brincalhões surgiram, alguns fizeram justamente o contrário, disseram que muitos morreriam nas UTIs, que as luzes das teclas Caps Lock, Scroll Lock e Num Lock estavam apagadas e por ai vai. Isto é perfeitamente natural. Quando organizamos (ciberativistas)  o FlashMob em São Paulo foi a mesma coisa, muitos twitts sérios e muita gozação. Como publicitário posso dizer que é assim mesmo, a propagação da mensagem em mídias sociais tem muito do efeito borboleta, trabalha-se a percepção e ai torna-se hype, meme….

Mas meu post não é sobre publicidade, e sim sobre sustentabilidade, e o que vou falar agora certamente não vai agradar muita gente, mas acreditem ou não, não será o fundo preto que na verdade não economiza energia nenhuma, e nem a hora do planeta ou coisas assim que salvarão o mundo. Na verdade o somatório de poucas atitudes podem sim, fazer a diferença, mas na prática, pegando carona no post da Maira, acredito que pouquissimas pessoas estão de fato se empenhando para tornar um mundo sustentável, são estes louvaveis e respeitados quixotes na luta contra a extinção da espécie humana.

Acredito muito que uma pequena atitude pode fazer a diferença, e ela não pode ser minimizada ou hostilizada, mas é que na verdade, em se tratando de vida sustentável somos quase todos hipócritas e egoistas. Ao mesmo tempo em que nos tornamos verdes, continuamos agindo como se o mundo fosse um gigantesco shopping, continuamos consumindo compulsivamente, neste ritmo consumiremos em breve o planeta.

Para salvar o mundo, temos de mudar profundamente nosso estilo de vida, repensar o capitalismo, o consumo e até mesmo nossas vidas, que são consumidas diariamente na ardua de tarefa, que irônicamente se chama “ganhar a vida”, na verdade estamos vendendo a vida para consumir o planeta. Teremos de aprender a viver em coletividade, abandonar a privacidade do automóvel particular, eliminar o consumo de bens não recicláveis, adotar a cultura de otimização extrema de energia, teremos de abrir mão do conforto das lindas e práticas embalagens que adornam nossos mimos, teremos até mesmo de pensar no modelo de moradia, quem sabe o velho modelo de casa da familia onde gerações convivem sob o mesmo teto não seja uma solução? Temos de parar de usar combustiveis fósseis, temos de parar já com a idéia arriscada de extrair metano do fundo do mar.

Temos hoje em dia a tecnologia a nosso favor, a Internet esta ai conectando todo mundo, vamos interagir mais virtualmente, vamos lançar mão da digitalização de bens, vamos “teletrabalhar” mais, vamos repensar nossos espaços de estudo e de trabalho, vamos pensar que o deslocamento diario precisa ser minimizado, vamos invadir as ruas de bicicleta, além de fazer bem a saúde faz bem ao planeta.

Por fim, salvar o planeta pode ser uma verdadeira revolução em nossas vidas, mas temos de deixar de ser egoistas, temos de pensar coletivo, agir coletivo, antes que o próximo cataclisma venha nos ensinar…

Livro didático, a extorsão nossa de cada ano janeiro 31, 2009

Posted by João Carlos Caribé in cidadania, Defesa do consumidor, Ecologia, Educacao, fobia tecnológica, Palavras ao vento, Ponto de vista, Tecnologia.
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Livros didaticos

Acredite ou não, nesta foto tem R$ 691,95 em livros didáticos, ou para ser mais preciso, ainda faltam três livros paradidaticos e três apostilas, mas em suma, R$ 691,95 por um conjunto de livros do nono ano (antiga oitava série) é no mínimo um roubo. Se dividirmos o preço total dos livros pela quantidade de livros, que são 15, temos que o livro médio custa R$ 46,15. Considerando os preços extorsivos dos livros no Brasil, R$ 46,15 é quanto custa em média bons bestsellers de negócios.

Por mais que as editoras argumentem, pode ser baixa tiragem, pode ser o que for, mas uma coisa é certa, a taxa de encalhe é nula ou próxima disto, todos os livros produzidos são vendidos, pois os pais, reféns da indicação do livro pela escola, são obrigados a compra-los. Livros estes que em geral, apesar da impressão em cores, são de baixa qualidade e em sua maioria descartáveis, não servem para um outro aluno no ano seguinte.

Na prática, nós pais, somos vitimas, reféns ou trouxas mesmo. No modelo jurássico de educação que vivemos, onde livros didáticos são escolhidos por coordenadores, e professores atuam como meros interpretes do plano de aula do autor do livro, não poderia ser diferente. Sem contar que o livro didático é protegido por direitos autorais, o que na prática não protege o autor coisa nenhuma, apenas garante os lucros absurdos do editor. Pois a unica forma de escapar deste custo extorsivo seria  utilizar livros de um colega que ja esta mais adiantado. “Deus me livre de meu filho usar livro dos outros”, falam alguns pais como se isto fosse a pior coisa do mundo, trouxa eles. Mas temos de adimitir, a industria de livros didáticos é uma verdadeira máfia, somos extorquidos todos os anos.

A luz no fim do túnel pode estar em algumas hipóteses:

  1. Reformulação do modelo educacional, onde o professor passe de supremo detentor do conhecimento para mentor do auto-ditatismo. Desta forma os livros didáticos seriam totalmente dispensáveis e/ou os alunos teriam a liberdade de consultar a fonte que estiver disponível e/ou desejar.
  2. Livros didáticos em creative commons, é uma tendência, muitas obras de grande qualidade estão em creative commons, são músicas, videos, imagens, livros e um monte de obras culturais em creative commons. A adoção deste modelo significa uma ruptura com o modelo de negócios que “comercializa a cultura”. Este modelo poderia ser em forma de livros e até mesmo em forma de Wikis, como a Wikipedia. Para isto precisamos deixar de demonizar a tecnologia.
  3. Eco-livros digitais livres – Estes seriam na verdade uma variação do item anterior, seriam como livres open source, que as escolas poderiam obter uma licenca única e replicar para seus alunos. Eco-livros seriam livros ou software com objetivo didático, como as enciclopedias digitais, com a vantagem de serem ecológicos e reaprovetaveis. Poderia ate receber upgrade automatico via web.

Estas são algumas hipoteses, quem sabe não apareçe um grupo de educadores para colocar a ideia do livro didatico livre em prática, provavelmente um projeto destes, colaborativo, produzirá um produto muito melhor, com a conjunção de ideias e pontos de vista dispares, um produto muito mais consistente.

Por fim, como na cultura livre, o conhecimento pertence à humanidade.

UPDATE 23:00 – Coincidência ou não, o @dpadua Twittou um site sobre uma iniciativa de livros didáticos livres.

Sobre Homens, Internautas e Cidadãos maio 19, 2008

Posted by o2 in Palavras ao vento.
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Internet usage in percent (2007)Imagem da Wikipedia

Ampliar as chances dos “novos entrantes” na internet exercerem sua cidadania requer tecnologia e escrita específicas. Concorda?!

Hoje começo minha participação aquí no Blog Cidadão abrindo uma discussão sobre o público da “escrita/leitura cidadã” na Internet.

Cidadão, segundo o Aurélio, é o “indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado”.

Para mim os Blogs tem sido uma forma especial de realizar este viver. Mas ao mesmo tempo, em função das minhas próprias dificuldades e da percepção das dificuldades das pessoas que me circulam, tenho me questionado ultimamente:

Para quem e com que objetivo escrevo?

Posso não ter leitores de fato, mas tenho que ter leitores alvo. Até dá para escrever como terapia, mas, se eu me considero dentro de um projeto político tenho que buscar aliados, pessoas que possam discutir o assunto, buscar alternativas em conjunto. Não dá para fazer sozinho. Este é um ponto da escrita específica. Por outro lado, dependendo do público alvo das minhas ações, terei que ter diferentes escritas e veículos específicos, não?

E a expressividade visibilidade de onde escrevo é importante?

Depende. Se eu estiver falando de algo realmente importante. ( E não sou eu que vou julgar isso) Se o assunto, as propostas, as idéias são potencialmente aproveitáveis por pessoas que podem fazer as coisas aconterem. Se as idéias já estão sendo amadurecidas há algum tempo e algo indica que podem gerar algo se visualizadas por um número significativo de pessoas. Se, Se, Se…. Sim talvez seja importante. Por outro lado, se acreditarmos na “nova web”, se você começar a falar de algo que seja percebido como importante e se começar a ganhar autoridade por isso, então, em algum momento virá a visibilidade.

O que fazer com a visibilidade (sucesso)?

A questão do visibilidade/sucesso é um ponto importante porque se a visibilidade/sucesso é o fim, então terei que fazer de tudo para manter a visibilidade/sucesso. Mas, #blogstress, não me interessa.

Como visibilidade/sucesso não é o fim, mas apenas uma ocorrência aleatória possível e desejável. Então a visibilidade/sucesso deve servir aos fins. (E poder ficar um pouquinho vaidoso também faz parte!!!!!! Rs Rs Rs)

Quais são os fins?

Incrível. Eles são tão difíceis de botar em palavras. Talvez porque não estejam tão bem assimilados ainda. Talvez porque eu tenha medo de falar bobagem!!! Rs Rs Rs

Na verdade há muitos fins, mas, recentemente começei a pensar em ações específicas para os excluídos das tecnologias web para como facilitar a inclusão e automaticamente as escolhas cidadãs.

E como é possível facilitar a inclusão e as escolhas cidadãs?

Bem, acredito que já estamos em parte dos meios. Rs Rs

Ao mesmo tempo percebo que lidar com cidadania para “novos entrantes” na internet é algo que não necessariamnte está alinhado com a palavra-chave “cidadania”.

Googlear cidadania leva a projetos fechados, lutas individuais, projetos famosos etc. Nenhum deles parece entretanto ter o objetivo de se comunicar com o “novo entrante” na internet.

Logo, ainda não tenho respostas. Mas estou a procura. Quer ajudar?!!

Nasceu o Blog Cidadão outubro 14, 2007

Posted by João Carlos Caribé in Palavras ao vento, Ponto de vista.
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A ideia original deste blog era muito simples, gostaria de registrar problemas que afetam a minha vizinhança tais como:

  • Falta de policiamento nos sinais próximos à duas escolas;
  • Denunciar os carros que estacionam sobre as calçadas e que obrigam portadores de necessidades especiais e jovens mamães a andarem respectivamente com suas cadeiras de roda e carrinhos de bebê pelo meio da rua;
  • Denunciar aquele cidadão que deixa os “resíduos” de seu cão na calçada.

Conversando com amigos, fomos percebendo que o projeto poderia ser muito maior, e percebi que a motivação para isto era muito mais comum do que eu imaginava. Diversas ideias surgiram, até mesmo a opção de criar um mapeamento dos eventos, videos de flagrantes, fotos, e muito mais.

Mas o blog cidadão não é feito só de denuncia, quem faz o bem, quem se destaca na nossa sociedade também deve estar aqui, quem faz poesia, redação e lindas fotografias também. Afinal não queremos ser vistos como um grupo de mal humorados, e sim como cidadãos que querem uma qualidade de vida melhor e um Estado mais atuante.

Mãos a obra! Quer participar? Comente manifestando seu interesse que te convidaremos.