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Feed-se democracia, a leitura do cidadão de bem setembro 30, 2008

Posted by João Carlos Caribé in cidadania, Ecologia, Ponto de vista, Segurança Pública, Voluntariado.
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A edição especial da revista eletrônica Feed-se trata com amplitude da democracia e voto consciente, foi lançada uma semana antes as eleições com o objetivo de provocar uma reflexão politica na turma conectada. A Feed-se é uma revista eletrônica em PDF que você consegue ler na tela, protegendo assim o meio ambiente.

Baixe e leia a Feed-se, é ótima e não custa nada. Feed-se a revista eletrônica feita pela blogosfera para o cidadão de bem.

Xeque mate no falido sistema educacional Brasileiro ? setembro 14, 2008

Posted by João Carlos Caribé in burocracia, cidadania, Educacao, Infancia, Ponto de vista, Tecnologia.
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O Xeque mate do ensino

O Xeque mate do ensino

No Brasil as atividades essenciais, que deveriam ser providas pelo estado, pois são custeadas pela população, são em sua maioria terceirizadas, tais como saúde, educação e transporte.

Aqui o transporte sempre é pago, e a preço de ouro, diferente dos Estados Unidos por exemplo. Em Nova Iorque é possivel comprar um cartão magnético por U$ 13,00 que dá direito a usar o sistema de transporte público (trem, ônibus e metrô) quantas vezes desejar por uma semana. Isto sem contar que a barca que liga Nova Iorque a State Island,  tipo uma Rio-Niterói é totalmente gratuita. Dizer que nesta mesma barca vi uma menina tranquilamente trabalhando em seu Sony Vaio reluzente é esculachar demais nossa segurança pública, é bater em cachorro morto. É possível imaginar uma cena destas na Barca Rio Niteroi?!!

Voltando para a educação, que é o tema deste post, o Cardoso Twittou um caso no mínimo inusitado, trata-se de uma familia onde os filhos foram educados em casa, o nosso estado burocrático não aceita que os filhos sejam educados em casa, mas nas inúteis escolas públicas com aprovação automática pode né? Veja a notícia na integra,traduzida e adaptada por Julio Severo  (www.juliosevero.com) e publicada no Midia sem Mascara, a partir de uma matéria publicada originalmente em Inglês no LifeSiteNews:

Numa vitória surpresa contra as autoridades governamentais que tentaram medidas legais contra uma família que ensina seus filhos em casa e se recusa a fazer parte do sistema escolar público, David e Jonatas Nunes passaram nos testes provando um elevado nível de conhecimento numa variedade de assuntos, inclusive história, ciências naturais, artes, esportes, computação e matemática.

Os testes dados aos filhos dos Nunes eram tão difíceis que os professores de escola pública confessaram que não conseguiriam passá-los. Os dois adolescentes, de 14 e 15 anos, tiveram só uma semana para estudar para vários dos testes que foram anunciados com só uma semana de antecedência.

Os exames foram feitos por ordem de um tribunal local numa tentativa de determinar se os Nunes haviam cometido o crime de “abandono intelectual”, o que poderia trazer como conseqüência uma multa pesada e possivelmente cadeia para os dois pais, bem como perda da guarda de seus três filhos.

Embora os adolescentes tivessem sido avisados com antecedência que seriam testados em matemática, geografia, ciência e história, eles foram informados apenas uma semana antes da data dos testes que eles também seriam testados em português, inglês, arte e educação física, inclusive questões sobre a história do handebol, basquete, futebol e outros esportes.

Apesar do curto tempo que receberam para estudar, ambos os adolescentes passaram nos testes, David alcançando 68% e Jonatas 65%, de acordo com Cleber Nunes, o pai dos adolescentes. Embora o governo não tenha ainda dado um veredicto nas notas, a nota mínima de aprovação nas escolas brasileiras é 60%.

“Os testes foram difíceis”, Nunes disse para LifeSiteNews. “Havia perguntas que são dadas nos exames de admissão das grandes universidades. Além disso, ficamos surpresos com a adição de quatro matérias, a apenas uma semana dos exames. Eles estudaram muito a fim de assimilar todo o material”.

“Para mim, o processo pelo qual eles passaram foi evidência muito forte de que eles estão, de fato, aprendendo a aprender”, disse Nunes.
“Eles estudaram a maioria das matérias sozinhos. Tivemos a ajuda de um professor de matemática. Eles estudaram o resto de suas matérias por conta própria. Eu lhes dei pouca orientação. Esse é o princípio do método que usamos”.

Nunes diz que agora ele quer que os estudantes de escolas públicas façam os mesmos testes que seus filhos fizeram. Ele diz que tem certeza de que não chegariam nem perto de passar, e aponta para o fato de que em testes internacionais os estudantes do Brasil produzem notas extremamente baixas.

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes de 2007, o qual compara o desempenho estudantil, em 57 países, deu ao Brasil notas bem baixas em matemática, leitura e ciência. Em seu próprio Índice do Desenvolvimento da Educação Básica, as escolas públicas do Brasil alcançam entre 3.5 e 4.2, dependendo do nível do grau.

“É interessante que se esses mesmos testes fossem dados para estudantes de escolas públicas, a vasta maioria não os passaria”, disse Nunes, que observou que se falhar em tais testes deve ser considerado como crime, “então o próprio governo seria condenado já que seus órgãos confessam o fracasso total do sistema educacional que eles estão exigindo que nossos filhos freqüentem”.

A vitória dos Nunes ocorre depois de um ano e meio de lutas com as autoridades do governo brasileiro, que interpretam as leis existentes com o significado de que as pessoas não podem educar seus filhos em casa. Os Nunes dizem que tiraram seus filhos do sistema de escolas públicas por causa dos baixos padrões e imoralidade que permeiam o sistema.

Embora David e Jonatas Nunes já tivessem sido aprovados em exames de admissão para uma faculdade de direito com as idades de 13 e 14, os resultados foram insuficientes para as autoridades locais, que ameaçaram tirar de seus pais a guarda deles e tentaram cobrar deles uma multa excessiva. Os Nunes dizem que estão lutando com a ajuda de advogados voluntários.

Eu também gostaria de ver os alunos de nossas escolas públicas, principalmente as cariocas, prestarem este exame, afinal temos de ter uma referência, ou será que o estado nos vai negar esta oportunidade de mostrar ao público o quanto falido anda nosso sistema educacional?  Um sistema educacional praticamente identico ao existente no século passado, um modelo onde  o professor fala e os alunos ouvem, onde os alunos não são estimulados à discutir, interagir, pesquisar, um sistema educacional onde os alunos não aprendem a aprender. Um sistema educacional refratário às inovações tecnologicas, onde dispositivos eletrônicos como celulares, mp3 e mp4 players, dentre outro são sumariamente proibidos por leis de todas as esferas, produzidas pelos dinossauros do legilativo sob o aplauso nervoso dos educadores não menos jurassicos.

Um sistema educacional orientado à provas, o aluno não é avaliado ao longo do curso, ele não aprende a construir sua imagem e sua carreira, ele aprende a fazer prova,  sóse interessa pela aula na véspera da prova, no restante do tempo é tudo festa. Depois todo mundo fala que o Brasileiro deixa tudo para a última hora… Lógico!! Fomos educados assim, nosso sistema “deseducacional”  nos fez assim.

Por estas e por outras que bato palmas para atitudes como a do professor Claudio Moura Castro, em sua palestra “A aula tradicional: a iguana do ensino” e a projetos geniais, ousados e inovadores como o Nave.

iCitizens, o ciberativismo e a marca na história julho 19, 2008

Posted by João Carlos Caribé in cidadania, Ponto de vista.
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Faz pouco mais de 13 anos que a Internet chegou ao Brasil, ela aos poucos foi sendo descoberta, se mostrou boa para os negócios, para a sociabilização, depois como uma solução de logística, e por ai foi sendo descoberta. A medida que foi sendo utilizada, se mostrou útil para a cultura, uma nova cultura, a cibercultura.  Cibercultura, a cultura da ubiquidade, a cultura do apropriar, criar, recriar, a cultura do interagir, a cultura do blogar, do pensar e do agir!

Ação esta que esta movimentando mais de 100 mil Brasileiros desde o inicio do mês e que vem sendo lembrado hoje, no dia da blogagem politica, dia de reflexão a cerca da politica e nossa privacidade, nossos direitos civis e contra a censura.

Todo mundo já sabe, mas não custa repetir: Oi Velox é Péssimo junho 29, 2008

Posted by o2 in Defesa do consumidor.
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Num destes domingos fiquei sem Internet, sem prévio aviso nenhum, para uma suposta manutenção do serviço Oi Velox durante toda a tarde.

Depois de muito sofrimento falei com algumas pessoas que me disseram que posso ser ressarcido, desde que eu lembre de ligar e aturar outra bateria de stress quando chegar a próxima fatura.

É uma Via Crucis falar com a Oi Velox

Não é novidade o péssimo atendimento e descaso dos serviços de telefonia atualmete vendidos com a marca Oi. Logo, vamos acrescentar às estatísticas.

Das 14:30 às 14:50 foram mais de 5 ligações consecutivas para o 0800565658 para tentar resolver meu problema com o Oi Velox.

Bem, se nestas ligações alguém tivesse me atendido, falado comigo, me dado alguma expectativa, alguma explicação, tudo bem.

O problema é que em todas as ligações só ouvi gravações de sistemas automatizados.

Os procedimentos automatizados para diminuir o custo de operações da Oi Velox são um verdadeiro descaso com o cliente.

Mas o cliente, no meu caso, não é um problema para a Oi Velox. Principalmente porque não há aqui na região opção de banda larga que seja de fato concorrência.

Lucratividade em primeiro lugar, é óbvio

A gente vive ouvindo por aí que o cliente é importante, que o relacionamento com o cliente é fundamental, mas, na verdade a primeira preocupação das organizações com fins lucrativos é com a lucratividade. Isto é tão óbvio.

Mas é preciso por máscara no assunto. Imagine se de repente todas as empresas começassem a proclamar “Ei, cliente, faço tudo por você, desde que isto não impacte em nada na minha lucratividade, certo?”

A valorização do cliente só passa a existir no momento em que o cliente, represente algo que impacte a lucratividade.

E dizem que as organizações sempre raciocinam no curto prazo, por incrível que pareça.

Nem gosto de Michael Porter, mas, a lógica do “poder de negociação de cliente” é aceitável. Ou seja, se o custo de troca é alto, se não há substitutos à altura, se o produto da empresa é importante para o cliente, então aí…. o cliente não tem poder !!!!

O resto da estória

Às 15:30 fiz mais uma tentativa de contato. Desta vez consegui falar com um atendente. Porém, fui informado que devido à manutenção na minha região e eu teria que esperar mais duas horas pelo retorno do serviço.

Então eu quis saber como seria ressarcido pelo período sem acesso à Internet. Esperei mais 20 minutos para poder ser atendido por uma gentil operadora em Belo Horizonte.

Em seguida fui informado que deveria ligar para outro número para poder ser informado do procedimento de ressarcimento.

Ok. Liguei para o novo número, fui atendido por um rapaz bastante educado que estava no Rio de Janeiro e me passou as instruções. Só tem um problema…. Vou ter que esperar pela próxima fatura para poder fazer a “contestação” (que é como eles chamam o procedimento para pedir ressarcimento).

Conclusão

A internet voltou por volta das 20 horas. Além de todo o stress e o tempo perdido, ainda vou ter que esperar chegar a fatura da conta para ligar novamente e fazer a tal contestação.

Por isso, fica aqui o registo. o Serviço Oi Velox é péssimo. Só contrate se você não tiver outra opção!!!!!!!!!!!

Ah… E se você também ficar estressado com a Oi Velox, vai lá no CublicleFreakout, um joquinho em flash que mostra teu nível de stress enquanto você destroi as coisas no escritório e joga o micro pela janela!!!! A imagem é de lá.

Sobre Homens, Internautas e Cidadãos maio 19, 2008

Posted by o2 in Palavras ao vento.
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Internet usage in percent (2007)Imagem da Wikipedia

Ampliar as chances dos “novos entrantes” na internet exercerem sua cidadania requer tecnologia e escrita específicas. Concorda?!

Hoje começo minha participação aquí no Blog Cidadão abrindo uma discussão sobre o público da “escrita/leitura cidadã” na Internet.

Cidadão, segundo o Aurélio, é o “indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado”.

Para mim os Blogs tem sido uma forma especial de realizar este viver. Mas ao mesmo tempo, em função das minhas próprias dificuldades e da percepção das dificuldades das pessoas que me circulam, tenho me questionado ultimamente:

Para quem e com que objetivo escrevo?

Posso não ter leitores de fato, mas tenho que ter leitores alvo. Até dá para escrever como terapia, mas, se eu me considero dentro de um projeto político tenho que buscar aliados, pessoas que possam discutir o assunto, buscar alternativas em conjunto. Não dá para fazer sozinho. Este é um ponto da escrita específica. Por outro lado, dependendo do público alvo das minhas ações, terei que ter diferentes escritas e veículos específicos, não?

E a expressividade visibilidade de onde escrevo é importante?

Depende. Se eu estiver falando de algo realmente importante. ( E não sou eu que vou julgar isso) Se o assunto, as propostas, as idéias são potencialmente aproveitáveis por pessoas que podem fazer as coisas aconterem. Se as idéias já estão sendo amadurecidas há algum tempo e algo indica que podem gerar algo se visualizadas por um número significativo de pessoas. Se, Se, Se…. Sim talvez seja importante. Por outro lado, se acreditarmos na “nova web”, se você começar a falar de algo que seja percebido como importante e se começar a ganhar autoridade por isso, então, em algum momento virá a visibilidade.

O que fazer com a visibilidade (sucesso)?

A questão do visibilidade/sucesso é um ponto importante porque se a visibilidade/sucesso é o fim, então terei que fazer de tudo para manter a visibilidade/sucesso. Mas, #blogstress, não me interessa.

Como visibilidade/sucesso não é o fim, mas apenas uma ocorrência aleatória possível e desejável. Então a visibilidade/sucesso deve servir aos fins. (E poder ficar um pouquinho vaidoso também faz parte!!!!!! Rs Rs Rs)

Quais são os fins?

Incrível. Eles são tão difíceis de botar em palavras. Talvez porque não estejam tão bem assimilados ainda. Talvez porque eu tenha medo de falar bobagem!!! Rs Rs Rs

Na verdade há muitos fins, mas, recentemente começei a pensar em ações específicas para os excluídos das tecnologias web para como facilitar a inclusão e automaticamente as escolhas cidadãs.

E como é possível facilitar a inclusão e as escolhas cidadãs?

Bem, acredito que já estamos em parte dos meios. Rs Rs

Ao mesmo tempo percebo que lidar com cidadania para “novos entrantes” na internet é algo que não necessariamnte está alinhado com a palavra-chave “cidadania”.

Googlear cidadania leva a projetos fechados, lutas individuais, projetos famosos etc. Nenhum deles parece entretanto ter o objetivo de se comunicar com o “novo entrante” na internet.

Logo, ainda não tenho respostas. Mas estou a procura. Quer ajudar?!!

Direitos do Idoso – Um resumo março 3, 2008

Posted by João Carlos Caribé in cidadania, idoso.
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O Estatuto do Idoso consagra, dentre outros, os seguintes direitos:
Art. 34  –  Um salário mínimo para maiores de 65 anos sem meios de prover sua subsistência.
Art. 15  –  Tratamento especializado como na rede do SUS
Art. 15-II – Atendimento geriátrico e gerontológico
Art. 15 § 2º – Remédios de uso contínuo, próteses, órteses etc.
Art. 15 § 3º – Planos de saúde não podem ser reajustados em razão da idade
Art. 15 § 4º – Atendimento especializado ao idoso portador  de deficiência
Art. 16  –  Direito a acompanhante em caso de internação

ONDE RECLAMAR
Conselho Estadual de Defesa da  Pessoa Idosa do Rio de Janeiro – tel: 2532-6359
Defensoria Pública RJ – Núcleo Especial da Pessoa Idosa  –  tel: 2240-3377
Delegacia Especial de Atendimento à Terceira Idade   –   tel: 3399-3181
Disque Idoso   ( DENÚNCIAS )         –       tel: 2299-5700
S.O. S.. IDOSO     –     tel:  0800-22-00-08
Prefeitura do Rio de Janeiro – Transportes – tel: 3806-0194
DETRO / ÔNIBUS INTERMUNICIPAIS – 2299-2838

Ação social da blogosfera carioca dezembro 26, 2007

Posted by João Carlos Caribé in cidadania, Ecologia, Infancia, Voluntariado.
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Acao Social RJ

Desde o inicio do mês, está em curso um movimento para uma ação social da blogosfera, uma excelente iniciativa. Iniciativa alias que foi do GraveHeart que lançou a idéia no Twitter e no seu Blog. Animado pelas possibilidades de mobilização que a rede humana formada pelos blogs tem, ele propôs que blogueiros iniciassem movimentos sociais em suas cidades.

Opiumseed iniciou a chamada para a ala Carioca da ação e se tornou involutariamente o embaixador da causa no Rio de Janeiro. A instituição eleita para inaugurar o projeto foi o Instituto Imaculada Conceição em São Gonçalo que acolhe 30 crianças de 7 à 12 anos indicadas pelo conselho tutelar.

No dia 15 de dezembro, Opiumseed, Maffalda e Paulo Coimbra estiveram no Institudo para uma visita preliminar, a ideia seria entregar os kits dentais que a Sanifill doou, mas somente ontem eles chegram ao Rio, e estão a disposição no escritório Carioca da Empresa, e serão encaminhados à instituição na próxima oportunidade.

Todo o desenrolar da ação pode ser acompanhada pelo blog do Opiumseed, pelo HashTags e TerraMinds. Em São Paulo acompanhe pelo blog da Menina que joga.

Quem esta participando:

War in Rio, um jogo para levar à reflexão novembro 29, 2007

Posted by João Carlos Caribé in cidadania, Corrupção, Segurança Pública.
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Dificil encontrar alguem que não tenha jogado War, um jogo de guerra e estratégia mais jogado no Brasil. Mas uma coisa que nunca imaginamos foi algo como a versão War in Rio desenvolvida pelo Designer Fabio Lopez, o War in Rio:

War In rio

“O objetivo do projeto é gerar uma discussão através de uma proposta cínica de diversão.

Pegando carona no fenômeno de massa ‘A Tropa da Elite’, a idéia é perguntar ao cidadão carioca se ele acha que esse tipo de entretenimento combina com pipoca ou com uma reflexão profunda sobre a realidade de sua cidade.

Por outro lado é também um jogo bem planejado e realizado: uma paródia irresistível para os amantes do clássico e politicamente incorreto passatempo de guerra. No lugar de invadir Moscou, conquistar a África ou aniquilar os exércitos brancos, que tal invadir a Cidade de Deus, conquistar a Baixada ou eliminar o Comando Vermelho?

War in Rio é reflexão e entretenimento canalha.”

 Visão do tabuleiro

“Depois de décadas de abandono e desprezo por parte das autoridades, a cidade do Rio de Janeiro finalmente encontra-se em guerra. Enquanto os políticos discursam para uma classe média desinteressada, esquadrões de extermínio, grupos paramilitares, policiais e narcotraficantes disputam o controle da capital.O cenário disfarça, mas a realidade não engana. Entrecortada por montanhas, florestas e lindas praias tropicais, o couro come nas ruas da cidade. Em alguma esquina do centro, na favela ou nas ruas do bairro, sorrateiramente o dinheiro troca de mão e a arma troca de lado.”

“Diferente do War original onde os jogadores escolhem apenas as cores com que pretendem jogar, no War in Rio os participantes têm a fantástica possibilidade de escolher os exércitos de acordo com os grupos armados que utilizarão. Isso permite que os jogadores se envolvam ainda mais na partida, defendendo suas equipes de acordo com seus ideais.

(para que a partida possa chegar ao final, recomendamos que seja estabelecida uma pequena distinção entre realidade e entretenimento)

O BOPE é representado pelos exércitos pretos, o Comando Vermelho (CV) pelos exércitos vermelhos, a Polícia Militar (PM) é representada pelos azuis, as Milícias os exércitos brancos, o Terceiro Comando (TC) os exércitos verdes e os Amigos dos Amigos (ADA) ficaram com os amarelos.

Dessa maneira foi possível equilibrar o jogo instituindo 3 grupos representados por exércitos do ‘bem’ e 3 grupos representados por exércitos do ‘mal’ – para que o jogo não fosse taxado de tendencioso ou ideológico.”

O projeto é uma ideia genial, uma chamada à reflexão, mas com certeza o poder público vai entender que ele é uma apologia ao crime e simplesmente tentará elimina-lo da web. Mas não podemos deixar, vamos replica-lo aos milhões de nós do ciberespaço, vamos traduzi-lo vamos perpetua-lo.

Fonte: URL Sinistras

O caso da posta de cação que nadou até congelar novembro 18, 2007

Posted by João Carlos Caribé in Defesa do consumidor, Ponto de vista.
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Certa vez fazendo compras com um conhecido, estranhei o fato dele pegar um frango congelado e colocar no carrinho sem antes pesar. Não resisti e perguntei por que ele não pesava logo o frango. Ele me respondeu que precisava levar o frango para “passear”, para ele perder um pouco do peso antes de pesar. Achei bobagem, mas quando vi a quantidade de agua que saia do pacote após meia hora de supermercado, entendi a sua motivação.

No sabado resolvemos fazer um delicioso penne ao molho de funghi com cação grelhado com molho de alcaparras na manteiga, uma delicia, pode acreditar.

Fomos ao supermercado, e dentre outras coisas e compramos postas de cação congeladas. Ao chegar em casa deixei as postas de cação descongelando. Logo que desembalei, percebi que as postas estavam cobertas por uma camada de gelo, e pela espessura e transparência do gelo, descartei a possibilidade de acumulo natural, uma vez que o gelo naturalmente depositado sobre o alimento é proveniente da umidade do ar e fica mais opaco e menos denso.

Pouco menos de meia hora depois as postas de cação estava literalmente nadando. Decidi avaliar a quantidade de agua que eu involuntariamente comprei junto com as postas de cação. Peguei um destes copos de Nutella pequenos, de 200 g, vazio e enchi com a água e o resto do gelo que estava soltando, o resultado você pode ver na foto abaixo.

Cacao aguado

Levando em conta que este copo de 200ml estava cheio, presumo que havia entre 150 e 200 g de gelo recobrindo as postas de cação, ficando com a média, vamos levar em contar 180g. Ou seja das 854g de postas de cação que comprei, 180g era gelo, ou seja, 22% do peso era água. Em outras palavras R$ 1,44 dos R$ 6,81 que paguei era gelo. Sem contar que depois na panela o cação literalmente cozinhou antes de grelhar, de tanta água que ainda sorou , e esta eu nem levei em consideração na conta acima.

Mas a preocupação principal não é esta aparente ludibriação, digo aparente por falta de referenciais concretos e legal para confirma-la ou não. Se este peixe foi realmente mergulhado em água, quais foram as condições de higiene ? Esta água estava limpa? Isenta de agentes contaminantes?

Se houve ou não houve ma fé do supermercado, só os orgãos competentes poderão confirmar, mas nos consumidores podemos fazer nossa parte, e eis aqui algumas dicas:

  • Leve sempre o seu congelado para passear, pegue-o no inicio das compras e pese-o no final, fazendo um pequeno furo na embalagem antes para esvaziar.
  • Obviamente a dica acima não é a melhor a ser seguida quando a quantidade de gelo aparente sobre o alimento é muito grande, neste caso não o compre.
  • Ao constatar irregularidades de pesos e medidades denuncie no IPEM-RJ (se for do Rio de Janeiro) ou no IPEM do seu estado. Se preferir, pode denunciar na ouvidoria do IPEM-RJ – (21) 2289 5886 ou pelo 0800 282 3040

Fiz a denuncia no IPEM na data da publicação deste post e o protocolo é 703553 vamos ver no que vai dar.

O menino homem aranha que virou heroi de verdade novembro 10, 2007

Posted by João Carlos Caribé in cidadania, Infancia, Voluntariado.
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Décadas depois ainda tenho aquela cicatriz no queixo, que consegui quando tentei mostrar à meus coleguinhas do pré-primario que eu conseguia voar. A criança até seus seis à sete anos não consegue distinguir entre o real e o imaginário, esta muito ligada ao mundo da fantasia e o faz de conta não é faz de conta, é real!

O menino Riquelme dos Santos é uma prova viva disto, ele decididamente bancou o super heroi para salvar a menina Andrieli de um pouco mais de um ano. Sorte dele que deu tudo certo, mas poderia ter sido uma tragédia ainda maior.

Segundo o Jornal Zero Hora, o menino agiu como um verdeiro super heroi, e acabou tornando-se um heroi de verdade, e como todo bom super heroi não aceitou a recompensa oferecida pela mãe da pequena Andrieli.

Divulgação - Menino Homem Aranha - Foto Guto KuertenO menino brincava de super-herói em um pátio em frente à casa dos vizinhos, quando viu o fogo começar no quarto de Andrieli. A criança dormia enquanto a mãe lavava roupa, do lado de fora da residência. Lucilene dos Santos, mãe da criança, disse que tentou entrar na casa em chamas, mas não conseguiu.

– Ele disse que não era para eu gritar, nem chorar, que ele salvaria Andriele – conta, dizendo que logo após o menor entrou saltitando entre as chamas.

Fico imaginando a cena, ao mesmo tempo linda e apavorante, o menino Riquelme foi mesmo um heroi, arriscou-se de verdade, teve muita coragem e com certeza ajuda “lá de cima”.

Veja a noticia completa e uma galeria de fotos no Zero Hora.