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Reunamos, a internet a favor dos portadores de necessidades especiais maio 20, 2010

Posted by João Carlos Caribé in cidadania, Tecnologia, Voluntariado.
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Quem não lembra do Jorge Carcavallo Picho, o diretor dos projetos de realidade virtual e inteligência artificial como Webbie Tookay, a primeira modelo virtual do mundo (julho 1999) e Sete Zoom, a ferramenta de inteligência artificial criada em 2001 por Ogilvy para Unilever Brasil. Jorge fechou a Davinci New Media e voltou para Buenos Aires, e surge agora com um fantástico mega projeto que será realizado simultaneamente em 195 países, para facilitar a vida de portadores de necessidades especiais, trata-se do projeto Reunamos.

REUNAMOS é um empreendimento sustentável de comunicação inovadora e interação com fim social. Resultado de uma pesquisa de mais de 6 anos. Tem por objetivo transformar significativamente a dramática e injustificável situação em que se encontram todas as pessoas com discapacidade (portadoras de necessidades especiais), através de inovadoras ferramentas de comunicação e informação desenvolvidas de forma coletiva, utilizando a vanguarda em conceitos e tecnologias. As propostas de interação  buscam integrar plenamente toda a comunidade relacionada com a discapacidade.

REUNAMOS tem por objetivo, por exemplo, que a pessoa que enfrenta uma discapacidade em si mesma ou em alguém próximo, ao colocar somente alguns dados pessoais e o diagnóstico, tenha IMEDIATAMENTE TODAS as informações atualizadas que necessita sobre assistências tecnológicas, temas legais, saúde, trabalho, educação, arquitetura, organizações sociais e voluntários, entretenimento, etc a nível local, nacional e internacional.

Um inovador serviço centrado no usuário e não na informação, onde a pessoa recebe todo o conhecimento disponível e não tem que, em meio ao choque, pesquisar dentre informações dispersas, e muitas vezes em diversos idiomas.

“Parece incrível que em 2010, em pleno século 21 e terceiro milênio, todos os días milhões de mães dediquem muitíssimas horas em peregrinações físicas e virtuais buscando alguma informação que as ajude a que seus filhos superem os sofrimentos de suas discapacidades. Assim como eu fiz, muitas chegam a se passar por estudantes de medicina para frequentar bibliotecas especializadas e até conferências internacionais.” Afirma Cris Posada uma das Parceiras Fundadoras de REUNAMOS.

O projeto, que utiliza o conceito Rumo ao TriCentenário, está sendo desenvolvido no marco dos Bicentenários da Argentina (2010-2016) e de outros países das Américas; o Decênio das Américas pelos Direitos e Dignidade das Pessoas com Discapacidade (2006-2016) e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Discapacidade das Nações Unidas, entre outros.

Em plena Era da Informação e do Conhecimento, a falta ou dificuldade de acesso ao Conhecimento e aos recursos disponíveis para superar e/ou minimizar suas discapacidades e continuar suas vidas é uma das principais causas porque mais de 80% dos seres humanos com discapacidades ainda CAEM  por debaixo da linha da pobreza e indigência.

“Quantos Stephen Hawking a Humanidade está perdendo? As tecnologias solidárias e as assistências tecnológicas serão as grandes contribuições  para o bem da Humanidade no Século 21 e no Terceiro Milênio.” Disse o reconhecido especialista Rafael Kohanoff.

O sistema e base de dados serão oferecidos como Patrimônio Mundial da Humanidade, uma vez que serão desenvolvidos por especialistas de 195 países e terão os dados atuais e da evolução de mais de 650.000.000 de seres humanos.

“…Temos os  conhecimentos, existem os recursos, só precisamos de determinação e persistência…” comenta Jorge Carcavallo Picho, diretor do projeto – especialista em comunicação inovadora com mais de 30 anos de experiência.

Entre 1990-1995 ajudou a criar e desenvolver os mercados HOME-SOHO no Brasil, um dos pilares da internet atual. Até 2001 dirigiu projetos interativos que foram relatados em mais de 700 reportagens em 30 países, incluindo a revista Wired e a The Tech del MIT. Está voltando ao mercado TICs depois de uma investigação de 9 anos no setor social para analisar os principais desafios e potenciais soluções. É membro e fundador de diversas redes de organizações locais, nacionais e internacionais que trabalham em temas relacionados a novas formas de comunicação, meio-ambiente, desenvolvimento sustentável, discapacidade e educação para a cultura de paz.

A tecnologia atual e a que está sendo desenvolvida podem e devem ser usadas prioritariamente para os mais necessitados.
Estima-se que 2 por cento da população mundial sofre de alguma discapacidade devido a lesões produzidas por algum acidente. Só na Argentina, cerca de 15.000 pessoas por ano ficam com alguma discapacidade permanente, como conseqüência de acidentes de trânsito.

650.000.000 de seres humanos no mundo tem alguma discapacidade, de acordo com dados das Nações Unidas; 80.000.000 deles vivem nas Américas, segundo dados das OEA; Mais de 2.000.000 na Argentina tem alguma discapacidade, habitando 1 entre cada 5 lares.

Isto seriam só estatísticas mundiais, continentais e locais, se não fosse o fato de que mais de 80% de todos eles ainda CAEM por debaixo da linha da pobreza e da indigência. Este sofrimento evitável chega a afetar mais de metade da humanidade, uma vez que dificuldades superáveis alcançam suas famílias, inclusive obrigando-as a mudar de cidade ou país.

Se 1 de cada 10 no mundo tem alguma discapacidade, 9 de cada 10 somos afetados e responsáveis porque eles são nossos familiares, amigos, vizinhos, companheiros de estudos e trabalho. É com este grupo de pessoas que REUNAMOS trabalhará para otimizar ao máximo a qualidade de vida das pessoas com discapacidade.

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Ato Contra o AI5 digital no Rio junho 28, 2009

Posted by João Carlos Caribé in cidadania, politica, Tecnologia, Voluntariado.
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O Xô Censura convida a todos. Acompanhe o ato no Mega Não, fique ligado

* Contra o Projeto de Lei do Senador Azeredo
* Em defesa da liberdade e privacidade na Internet
* Pelo livre compartilhamento e troca de arquivos

O Rio vai dizer um Mega Não!

Dia 01 de julho – 18 horas
Auditório da Associação Brasileira de Imprensa – ABI

R. Araújo Porto Alegre, 71 – Centro – Rio de Janeiro – RJ

ai-5-rio

Apoio:

Deputado Estadual Alessandro Molon
Deputado Federal Jorge Bittar (licenciado)
Deputado Federal Paulo Teixeira

Convocatória:

Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital – ABCID
Associação Brasileira de Imprensa – ABI
Central Única dos Trabalhadores – CUT
Centro de Ação e Comunicação Comunitária – CENACOC
Coletivo Ciberativismo
Coletivo Digital
Coletivo Intervozes
Conselho Regional de Engenharia do RJ – CREA-RJ
MegaNão!
Projeto Software Livre – Brasil
Setorial de TI do PT do RJ
Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro
Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Sintufrj
Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do RJ – Sisejufe
União Estadual dos Estudantes – UEE – RJ
União Nacional dos Estudantes – UNE

Sustentabilidade insustentável março 31, 2009

Posted by João Carlos Caribé in Ecologia, Palavras ao vento, Ponto de vista, Tecnologia.
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Publicado originalmente no blog Trezentos

Acabamos de passar pelo evento a Hora do Planeta organizado pela WWF, a proposta era apagar a luz da sala por uma hora, das 20:30 às 21:30. Pouco antes o twitter “bombou” com a tag #horadoplaneta, uma profusão totalmente entrópica de frases e sacadas diversas, eu mesmo entrei na onda sugerindo:

Hora do Planeta

A brincadeira continuou, diversos “twitts” sérios, e brincalhões surgiram, alguns fizeram justamente o contrário, disseram que muitos morreriam nas UTIs, que as luzes das teclas Caps Lock, Scroll Lock e Num Lock estavam apagadas e por ai vai. Isto é perfeitamente natural. Quando organizamos (ciberativistas)  o FlashMob em São Paulo foi a mesma coisa, muitos twitts sérios e muita gozação. Como publicitário posso dizer que é assim mesmo, a propagação da mensagem em mídias sociais tem muito do efeito borboleta, trabalha-se a percepção e ai torna-se hype, meme….

Mas meu post não é sobre publicidade, e sim sobre sustentabilidade, e o que vou falar agora certamente não vai agradar muita gente, mas acreditem ou não, não será o fundo preto que na verdade não economiza energia nenhuma, e nem a hora do planeta ou coisas assim que salvarão o mundo. Na verdade o somatório de poucas atitudes podem sim, fazer a diferença, mas na prática, pegando carona no post da Maira, acredito que pouquissimas pessoas estão de fato se empenhando para tornar um mundo sustentável, são estes louvaveis e respeitados quixotes na luta contra a extinção da espécie humana.

Acredito muito que uma pequena atitude pode fazer a diferença, e ela não pode ser minimizada ou hostilizada, mas é que na verdade, em se tratando de vida sustentável somos quase todos hipócritas e egoistas. Ao mesmo tempo em que nos tornamos verdes, continuamos agindo como se o mundo fosse um gigantesco shopping, continuamos consumindo compulsivamente, neste ritmo consumiremos em breve o planeta.

Para salvar o mundo, temos de mudar profundamente nosso estilo de vida, repensar o capitalismo, o consumo e até mesmo nossas vidas, que são consumidas diariamente na ardua de tarefa, que irônicamente se chama “ganhar a vida”, na verdade estamos vendendo a vida para consumir o planeta. Teremos de aprender a viver em coletividade, abandonar a privacidade do automóvel particular, eliminar o consumo de bens não recicláveis, adotar a cultura de otimização extrema de energia, teremos de abrir mão do conforto das lindas e práticas embalagens que adornam nossos mimos, teremos até mesmo de pensar no modelo de moradia, quem sabe o velho modelo de casa da familia onde gerações convivem sob o mesmo teto não seja uma solução? Temos de parar de usar combustiveis fósseis, temos de parar já com a idéia arriscada de extrair metano do fundo do mar.

Temos hoje em dia a tecnologia a nosso favor, a Internet esta ai conectando todo mundo, vamos interagir mais virtualmente, vamos lançar mão da digitalização de bens, vamos “teletrabalhar” mais, vamos repensar nossos espaços de estudo e de trabalho, vamos pensar que o deslocamento diario precisa ser minimizado, vamos invadir as ruas de bicicleta, além de fazer bem a saúde faz bem ao planeta.

Por fim, salvar o planeta pode ser uma verdadeira revolução em nossas vidas, mas temos de deixar de ser egoistas, temos de pensar coletivo, agir coletivo, antes que o próximo cataclisma venha nos ensinar…

Feed-se democracia, a leitura do cidadão de bem setembro 30, 2008

Posted by João Carlos Caribé in cidadania, Ecologia, Ponto de vista, Segurança Pública, Voluntariado.
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A edição especial da revista eletrônica Feed-se trata com amplitude da democracia e voto consciente, foi lançada uma semana antes as eleições com o objetivo de provocar uma reflexão politica na turma conectada. A Feed-se é uma revista eletrônica em PDF que você consegue ler na tela, protegendo assim o meio ambiente.

Baixe e leia a Feed-se, é ótima e não custa nada. Feed-se a revista eletrônica feita pela blogosfera para o cidadão de bem.

Sobre Homens, Internautas e Cidadãos maio 19, 2008

Posted by o2 in Palavras ao vento.
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Internet usage in percent (2007)Imagem da Wikipedia

Ampliar as chances dos “novos entrantes” na internet exercerem sua cidadania requer tecnologia e escrita específicas. Concorda?!

Hoje começo minha participação aquí no Blog Cidadão abrindo uma discussão sobre o público da “escrita/leitura cidadã” na Internet.

Cidadão, segundo o Aurélio, é o “indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado”.

Para mim os Blogs tem sido uma forma especial de realizar este viver. Mas ao mesmo tempo, em função das minhas próprias dificuldades e da percepção das dificuldades das pessoas que me circulam, tenho me questionado ultimamente:

Para quem e com que objetivo escrevo?

Posso não ter leitores de fato, mas tenho que ter leitores alvo. Até dá para escrever como terapia, mas, se eu me considero dentro de um projeto político tenho que buscar aliados, pessoas que possam discutir o assunto, buscar alternativas em conjunto. Não dá para fazer sozinho. Este é um ponto da escrita específica. Por outro lado, dependendo do público alvo das minhas ações, terei que ter diferentes escritas e veículos específicos, não?

E a expressividade visibilidade de onde escrevo é importante?

Depende. Se eu estiver falando de algo realmente importante. ( E não sou eu que vou julgar isso) Se o assunto, as propostas, as idéias são potencialmente aproveitáveis por pessoas que podem fazer as coisas aconterem. Se as idéias já estão sendo amadurecidas há algum tempo e algo indica que podem gerar algo se visualizadas por um número significativo de pessoas. Se, Se, Se…. Sim talvez seja importante. Por outro lado, se acreditarmos na “nova web”, se você começar a falar de algo que seja percebido como importante e se começar a ganhar autoridade por isso, então, em algum momento virá a visibilidade.

O que fazer com a visibilidade (sucesso)?

A questão do visibilidade/sucesso é um ponto importante porque se a visibilidade/sucesso é o fim, então terei que fazer de tudo para manter a visibilidade/sucesso. Mas, #blogstress, não me interessa.

Como visibilidade/sucesso não é o fim, mas apenas uma ocorrência aleatória possível e desejável. Então a visibilidade/sucesso deve servir aos fins. (E poder ficar um pouquinho vaidoso também faz parte!!!!!! Rs Rs Rs)

Quais são os fins?

Incrível. Eles são tão difíceis de botar em palavras. Talvez porque não estejam tão bem assimilados ainda. Talvez porque eu tenha medo de falar bobagem!!! Rs Rs Rs

Na verdade há muitos fins, mas, recentemente começei a pensar em ações específicas para os excluídos das tecnologias web para como facilitar a inclusão e automaticamente as escolhas cidadãs.

E como é possível facilitar a inclusão e as escolhas cidadãs?

Bem, acredito que já estamos em parte dos meios. Rs Rs

Ao mesmo tempo percebo que lidar com cidadania para “novos entrantes” na internet é algo que não necessariamnte está alinhado com a palavra-chave “cidadania”.

Googlear cidadania leva a projetos fechados, lutas individuais, projetos famosos etc. Nenhum deles parece entretanto ter o objetivo de se comunicar com o “novo entrante” na internet.

Logo, ainda não tenho respostas. Mas estou a procura. Quer ajudar?!!

O caso da posta de cação que nadou até congelar novembro 18, 2007

Posted by João Carlos Caribé in Defesa do consumidor, Ponto de vista.
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Certa vez fazendo compras com um conhecido, estranhei o fato dele pegar um frango congelado e colocar no carrinho sem antes pesar. Não resisti e perguntei por que ele não pesava logo o frango. Ele me respondeu que precisava levar o frango para “passear”, para ele perder um pouco do peso antes de pesar. Achei bobagem, mas quando vi a quantidade de agua que saia do pacote após meia hora de supermercado, entendi a sua motivação.

No sabado resolvemos fazer um delicioso penne ao molho de funghi com cação grelhado com molho de alcaparras na manteiga, uma delicia, pode acreditar.

Fomos ao supermercado, e dentre outras coisas e compramos postas de cação congeladas. Ao chegar em casa deixei as postas de cação descongelando. Logo que desembalei, percebi que as postas estavam cobertas por uma camada de gelo, e pela espessura e transparência do gelo, descartei a possibilidade de acumulo natural, uma vez que o gelo naturalmente depositado sobre o alimento é proveniente da umidade do ar e fica mais opaco e menos denso.

Pouco menos de meia hora depois as postas de cação estava literalmente nadando. Decidi avaliar a quantidade de agua que eu involuntariamente comprei junto com as postas de cação. Peguei um destes copos de Nutella pequenos, de 200 g, vazio e enchi com a água e o resto do gelo que estava soltando, o resultado você pode ver na foto abaixo.

Cacao aguado

Levando em conta que este copo de 200ml estava cheio, presumo que havia entre 150 e 200 g de gelo recobrindo as postas de cação, ficando com a média, vamos levar em contar 180g. Ou seja das 854g de postas de cação que comprei, 180g era gelo, ou seja, 22% do peso era água. Em outras palavras R$ 1,44 dos R$ 6,81 que paguei era gelo. Sem contar que depois na panela o cação literalmente cozinhou antes de grelhar, de tanta água que ainda sorou , e esta eu nem levei em consideração na conta acima.

Mas a preocupação principal não é esta aparente ludibriação, digo aparente por falta de referenciais concretos e legal para confirma-la ou não. Se este peixe foi realmente mergulhado em água, quais foram as condições de higiene ? Esta água estava limpa? Isenta de agentes contaminantes?

Se houve ou não houve ma fé do supermercado, só os orgãos competentes poderão confirmar, mas nos consumidores podemos fazer nossa parte, e eis aqui algumas dicas:

  • Leve sempre o seu congelado para passear, pegue-o no inicio das compras e pese-o no final, fazendo um pequeno furo na embalagem antes para esvaziar.
  • Obviamente a dica acima não é a melhor a ser seguida quando a quantidade de gelo aparente sobre o alimento é muito grande, neste caso não o compre.
  • Ao constatar irregularidades de pesos e medidades denuncie no IPEM-RJ (se for do Rio de Janeiro) ou no IPEM do seu estado. Se preferir, pode denunciar na ouvidoria do IPEM-RJ – (21) 2289 5886 ou pelo 0800 282 3040

Fiz a denuncia no IPEM na data da publicação deste post e o protocolo é 703553 vamos ver no que vai dar.

O incrível bicho papão tecnológico outubro 17, 2007

Posted by João Carlos Caribé in burocracia, cidadania, Ponto de vista, Tecnologia.
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Não sei a quem atribuir estas aberrações, mas ontem (16/10/07) a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou um projeto de lei que proíbe o uso de celular e equipamentos eletrônicos, como iPod, tocadores de MP3 e jogos eletrônicos na sala de aula.

O projeto é da vereadora Pastora Márcia Teixeira, e é válido para escolas públicas e particulares, e segundo o G1, a lei não se restringe ao ensino fundamental e médio, e caso sancionada atingirá também o ensino superior.

O “grand finale” vem agora:

A vereadora justifica que “a utilização de tais equipamentos além de tirar a concentração, inibe também a memorização do que está sendo ensinado”.

Pela frase percebe-se que a vereadora não deve entender de educação moderna, como assim o aluno precisa memorizar? Não seria entendimento? Compreensão? Pela mesma linha de racicinio um comentário no G1 sugere a proibição do papel e caneta, afinal o aluno pode ficar desenhando e deixar de prestar atenção na aula.

Além do aspecto inexequivel do projeto, afinal quem vai fiscalizar o cumprimento desta lei, temos ainda o aspecto paternalista do projeto. Afinal para que uma lei para um assunto que poderia ser facilmente resolvido através do bom senso ou de normas internas da escola. Será que nossos vereadores não tem nada mais importante com que se preocuparem?

Enquanto nos Estados Unidos o uso de computador pessoal em sala de aula do ensino médio e superior vem se tornando um padrão, aqui nossos legisladores ficam brigando contra a tecnologia. A evolução tecnológica é fato, ela não irá regredir, muito pelo contrário, a tendência é acelerar intensivamente daqui pra frente. A nova geração conectada, não irá se desconectar, não sabem viver de outra forma, são nosso futuro, e é importante entender seu comportamento. O livro Conectado, de Juliano Spyer é um bom estudo deste comportamento.

Educadores devem se reciclar, aprenderem a lidar com a tecnologia e não coloca-la na posição de bicho papão. Porquê não usar o SMS, MMS dos celulares e seus recursos Bluetooth para passar exercícos, matérias e até fotos e videos contextualizados com a aula? Porquê não envolver os alunos em um RPG ou mesmo um MMORPG educativo? Porquê não ensina-los a encontrar informação relevante na internet ao inves de falar que web só tem bobagens? Eles sabem que isto é mentira.

Por fim recomendo a leitura de “Mundos em colisão” de Nemo Nox que retrata muito bem o que estamos vivenciando. Depois, relaxe, abra a sua mente e deixe o futuro entrar, não lute contra ele, faça-o trabalhar a seu favor.

Nasceu o Blog Cidadão outubro 14, 2007

Posted by João Carlos Caribé in Palavras ao vento, Ponto de vista.
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A ideia original deste blog era muito simples, gostaria de registrar problemas que afetam a minha vizinhança tais como:

  • Falta de policiamento nos sinais próximos à duas escolas;
  • Denunciar os carros que estacionam sobre as calçadas e que obrigam portadores de necessidades especiais e jovens mamães a andarem respectivamente com suas cadeiras de roda e carrinhos de bebê pelo meio da rua;
  • Denunciar aquele cidadão que deixa os “resíduos” de seu cão na calçada.

Conversando com amigos, fomos percebendo que o projeto poderia ser muito maior, e percebi que a motivação para isto era muito mais comum do que eu imaginava. Diversas ideias surgiram, até mesmo a opção de criar um mapeamento dos eventos, videos de flagrantes, fotos, e muito mais.

Mas o blog cidadão não é feito só de denuncia, quem faz o bem, quem se destaca na nossa sociedade também deve estar aqui, quem faz poesia, redação e lindas fotografias também. Afinal não queremos ser vistos como um grupo de mal humorados, e sim como cidadãos que querem uma qualidade de vida melhor e um Estado mais atuante.

Mãos a obra! Quer participar? Comente manifestando seu interesse que te convidaremos.